domingo, 3 de maio de 2009
Subir, subir
Cláudio olhava, e havia nuvens no céu. Ele só pedia uma segunda chance. Um segunda benção. Não é que ele só precisasse disso, mas sim, ele só precisava disso. Olhando de fora, Cláudio precisava mesmo é de um banho, um sol no rosto, cabelo secando ao natural. Mas lá dentro dele, ele só precisava daquilo. Ás vezes o que a gente acha que precisa não é exatamente o que a gente precisa de fato, mas de tanto a gente achar que é, acaba sendo mesmo. Não sei, Cládio era confuso. A gente tenta entrar na mente dos outros, porque a mente dos outros é terreno mais conhecido do que a nossa própria. Então a gente podia ver Cláudio implorando por aquela segunda graça. O mundo ruiria sem aquilo. Mas nem sempre o deus quer que o nosso mundo cheire a amores-perfeitos. Cláudio ia ter que se virar pra conseguir o que almejava. Cláudio ia precisar de um segundo rosto, uma segunda roupagem, pra conseguir sua segunda chance. A Cláudio, agora, não bastava pedir. A solução era simples. Cláudio só precisava aprender a voar.
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