domingo, 29 de março de 2009

Um grito pro presente

Hove sim um tempo bom
De calmaria
Agora só reina o tom
Da correria

Dormimos quase acordando
Chegamos já pra sair
Cantamos quase calando
Andamos pra não cair

Dizemos ser culpa do medo
De ficar pobre
Ou reclamos qua ainda é cedo
E o futuro é nobre

Vivemos quase morrendo
Dançamos pra não dormir
Subimos quase descendo
Rezamos em vez de ouvir

E o futuro, outrora nobre, é infinito
Nunca chega, e nem ouve o nosso grito

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