domingo, 5 de abril de 2009
Um texto de mentira
Uma alegria de fachada serve. Qualquer coisa que traga um sorriso. Não é de eternidade que preciso. É de leveza e paciência. Leveza pra contrabalancear o inerente peso. Paciência pra quando o peso for mais forte. É de palavras poucas que se faz um bom poema. De bons espaços que se faz uma bela casa. De pouco em pouco que se anda o mundo inteiro. De fingimentos em fingimentos que se faz realidade. Pise no meu pé, e dê uma gargalhada. Fique triste, pra eu fingir que sou feliz, só pra que você não fique triste. Ou fique feliz, pra eu fingir que sou feliz, só pra te acompanhar. Toque uma valsa bonita, que eu vou junto. Nada mal acompanhar o que é belo. E daí se a personalidade for fraca? Se for esse o rótulo, assim seja. O que os outros pensam, se lhe afeta, é pura e simplesmente por ser extensão do que você mesmo pensa. Pensou nisso? Admitindo isso, discorde do que pensam. Discorde de si mesmo. Acredite mais numa idéia de você do que em você mesmo. Sendo essa idéia de você mesmo um objetivo inalcançável, tanto melhor. Sinal de que seu trem jamais vai parar no meio da ferrovia, porque ele ainda não chegou na estação final. E assim, vá acreditando nos sorrisos que encontrar pelo caminho, sejam eles de qualquer cor, mesmo amarelos. Misture nele a cor do seu. Pergunte aos pintores. Ou às crianças, elas sabem. A mistura das cores dá em outras cores. Misture suas cores com as cores do mundo. E que a soma dos sorrisos tristes seja maior do que a soma das tristezas veras. De resto, a esperar só da realidade, perderíamos de lavada. Imaginação, abstração, fantasia e criatividade. E nada de felizes para sempre.
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